ORDEM DAS COISAS é um projeto de cruzamento disciplinar - Arte, Ciência e filosofia - que investiga as temática de Homeostase e Ecologia Profunda. Tem a sua primeira apresentação no Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa entre  7 de novembro de 2024 e 12 de janeiro de 2025. Integra uma exposição de arte contemporânea, performance e acções de mediação educativa dirigidas a vários públicos. Tem a direcção artística de Salomé Nascimento, o apoio institucional da Direcção Geral das Artes e prevê o desdobramento a outros espaços e contextos.

O título é uma referência directa à obra de António Damásio - A ESTRANHA ORDEM DA COISAS - dedicada ao conceito de Homeostase. Princípio comum regulador da manutenção da vida, desenvolvimento e florescimento da totalidade dos organismos vivos, assim como, segundo o autor, a base das respostas sociais e culturais complexas que nesta ‘estranha ordem’ têm a sua origem nas formas mais simples.

A Ecologia profunda, termo introduzido pelo filósofo Norueguês Arne Næss nos anos 70, é outra referência importante para este projeto e complementa a reflexão de Damásio, propondo uma visão sistémica da existência.

Næss define o princípio do biocentrismo e aponta:

“Que todos os seres têm o mesmo valor e direito à vida, a alcançar as suas formas próprias de desenvolvimento e auto-realização. E uma vez que tudo está interligado, prejudicar a natureza, é inevitavelmente, um dano a nós próprios.

O projeto é uma ode ao retorno à simplicidade, à comunhão com a natureza, à co existência e interdependência, procurando conciliar e transpor oposições - corpo / mente, natural / cultural, orgânico / inorgânico emoção / razão, humano / natureza - reconhecendo como aspectos integrantes de um equilíbrio dinâmico de fronteiras diluídas e permeáveis.

Com base nos conceitos de Deep Ecology e Homeostasis, questiona-se a posição hegemónica do ser humano no planeta, apresentando um olhar crítico sobre a relação humano / natureza.

Uma chamada de atenção sobre a necessidade de retorno ao corpo e à sua organicidade, como caminho de resgate da conexão com o todo e de uma integração sustentável no ecossistema.

A inauguração, com as portas abertas ao público no dia 7 de novembro pelas 18h, conta com uma performance no átrio principal do Museu _ Live Painting & sound com a colaboração de Iúri Oliveira, seguida de visita à exposição. 

O encerramento tem lugar dia 12 de janeiro de 2025 com a apresentação dos trabalho dos alunos das Belas Artes, desenvolvidos no laboratório conduzido pela artista Salomé Nascimento em parceria com a professora da disciplina de Cerâmica, a artista Marta Castelo.

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